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Domingo, 29 de Abril de 2007

INFERTILIDADE

A Infertilidade é, cada vez mais, um problema de saúde dos nossos dias e pode ser definida como a “ausência de gravidez ou incapacidade de engravidar, quando os casais mantém relações desprotegidas num período igual ou superior a um ano” (Prof. João Silva Carvalho, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução). Outro conceito diferente e que tem caído em desuso é o da esterilidade e que se verifica quando a mulher, mesmo com o auxílio de tratamentos de fertilidade, não consegue engravidar.

Entre os motivos da infertilidade feminina destacam-se o adiamento da idade da 1ª concepção devido aos novos estilos de vida e exigências laborais e profissionais das mulheres, já que a partir dos 33/35 anos se verifica um declínio do índice de fecundidade, particularmente devido à perda de qualidade dos óvulos. Outras causas de infertilidade na mulher são a obstrução das trompas de Falópio, a ausência de ovulação, endometriose (existência de mucosa uterina fora do útero) ou outras desregulações do sistema endócrino.

A infertilidade masculina está, geralmente, relacionada com uma redução da quantidade e qualidade (perda de mobilidade) dos espermatozóides.

Tanto no homem como na mulher podem ainda verificar-se outras causas de infertilidade: ingestão de hormonas animais na alimentação, o stress da vida actual, o consumo de drogas, o tabagismo ou o álcool.

O estilo de vida actual tem contribuído para um aumento do número de casos de infertilidade. 15% da população portuguesa não consegue ter filhos, calculando-se em meio milhão o número de casais inférteis. Actualmente, na Europa, cerca de 4% dos nascimentos resultam da PMA (procriação medicamente assistida).

Ao longo dos anos os tratamentos para combater a infertilidade têm sido alvos de grandes progressos. O 1.º bebé proveta fruto da fecundação in vitro em Portugal nasceu em 1986. Entre as técnicas recorrentes destacam-se a inseminação artificial, em que há uma colheita de esperma que é depois introduzido na cavidade uterina da mulher; fertilização in vitro, que é utilizada aquando de um factor de infertilidade feminina e na qual o encontro dos gâmetas ocorre em laboratório; a microinjecção ou injecção citoplasmática, usada em casos de indivíduos azoospérmicos (ausência de espermatozóides na ejaculação) e na qual os espermatozóides são recolhidos do testículo e injectados no óvulo.

O diagnóstico pré-implantatório consiste na análise dos embriões criados in vitro (através de processos de PMA) para selecção dos que não apresentem anomalias genéticas. Este processo é levado a cabo em situações de anomalia genética em gestações anteriores ou de um dos membros do casal. Por exemplo, em caso de doenças hereditárias ligadas ao sexo, como a hemofilia, podem seleccionar-se os embriões apenas de determinado sexo (neste caso os embriões do sexo feminino). Claro que este processo põe em causa a instrumentalização da vida humana e já se fala mesmo na escolha do sexo e das características dos embriões.

Também a maternidade de substituição representa alguma esperança para os casais inférteis noutros países. No entanto, a lei portuguesa não reconhece contratos que envolvam “barrigas de aluguer” pelo que na entrega da custódia intervirá a favor da mãe biológica.

Assim, a PMA está envolta em inúmeras controvérsias e barreiras éticas e jurídicas. Só pode ser usada em casos de infertilidade e não como método alternativo à reprodução normal.

 

“Choro sobre mim mesmo como um sepulcro vazio. Oh! Como a vida pesa, como este único minuto com a morte pela eternidade pesa.”

Raul Brandão

publicado por Dreamfinder às 23:00

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